Uma noite dessas, Emanuel deu uma "escapadinha", tomou umas e outras, papo vai, papo vem e foi parar em um motel. Estava lá todo empolgado com a rapariga quando, de repente, toca seu celular:
"Está lá? Emanuela?! Ó raios, como sabias que eu estava a trair-te no motel?!"
O computador do Emanuel não tinha nem um mês de uso e misteriosamente parou de funcionar. Foi até a assistência técnica, afinal ainda tava na garantia. Na loja, o seguinte diálogo:
- Não funciona, ó raios!
- Tentou trocar a fonte?
- Tentei. Não funciona.
- Tentou trocar a placa-mãe?
- Tentei. Também não funciona.
- E se eu formatá-lo?
- Ora, aí eu te mato antes e ainda alego legítima defesa, ó pá!
"Então tu queres dizer que é só dar tinta para a papagaia comer que os bichinhos nascem todos assim coloridos?", perguntou Emanuel, espantado com a afirmação do homem da casa de aves.
- Claro, Emanuel!
- E diga-me, ó gajo: funciona com pessoas?
- Funciona, sacaneou o homem.
- Então vou dar tinta branca pra Emanuela durante essa gravidez, ora pois! Senão é bem capaz de me nascer mais um pretinho lá em casa!
Emanuel, ao ver a placa que dizia "Devagar: quebra-molas" não pensou duas vezes: acelerou seu carro e – óbvio – arrebentou com a suspensão do carro.
Na mesma hora ele deu ré, voltou à placa e escreveu embaixo: "Rápido também quebra, ó raios!".
Emanuel estava voltando tarde da noite pra sua casa quando um homem mascarado chega com uma arma na mão e grita: "Pare!"
Na mesma hora Emanuel responde: "Ímpare!"
O assaltante: "Não, portuga, eu tô te roubando!"
Então Emanuel resmunga, bravo: "Se estás a roubar então não brinco mais!"
O mais famoso cliente do Bar do Português estava pra visitar a família há muito tempo. No dia em que ia pousar em Lisboa, chega um telegrama do Emanuel para sua mãe:
"Atrasei-me e perdi o avião. Saio amanhã no mesmo horário. Emanuel".
A mãe, preocupada, responde ao telegrama:
"Meu filho, não faça isso, senão perdes o avião novamente. Tua mãe".
Então, a Emanuela foi trabalhar num hospital, como enfermeira. Logo na primeira semana de trabalho tomou uma bronca do médico, por não dar anestesia em um dos pacientes.
- Mas Doutoire, essas anestesias foram todas fabricadas na Alemanha. E o senhor me pediu uma anestesia local!
O Emanuel estava com dificuldade para andar, estava com uma terrível dor no pé. Resolveu ir à podóloga. Mal começa a examinar o pé do Emanuel, a podóloga mata a charada:
- O senhor tem olho de peixe!
- E você tem cara de puta!
Então o Emanuel foi visitar seu amigo Português, o Joaquim. O Joaquim tinha uma pastelaria, e ofereceu um pastel para o amigo Emanuel, que não tem dúvida: quer um pastel sabor pizza, sem tomate:
- Tomates nós não temos. Pode ser sem queijo?
Naquele dia, o Emanuel não quis ir ao Bar do Português. Combinou com os amigos que iria numa casa de prostituição. Antes, resolveu ligar para saber os preços:
- Alô, por favoire, quanto custa uma mulher?
- Senhor, depende do tempo.
- Suponha que esteja chovendo.
No 22 de abril de 1500, Pedro Alvarez Cabral gritou para seu imediato:
- Emanuel! Emanuel! Estou avistando um Monte!
Emanuel dispara:
- De quê, capitão?
O Emanuel estava no Bar do Português e fez amizade com o pessoal da mesa do lado:
- Emanuel, você conhece o Mário?
- Mas que Mário?
- Aquele que te comeu atrás do armário! UAHuahUAHa
O Emanuel gostou tanto da brincadeira que foi logo se divertir com seu amigo Joaquim:
- Joaquim, conheces o Mário?
- Mas que Mário?
- Aquele que me comeu atrás do armário.
E então o Emanuel resolveu ser piloto de avião. Enquanto se preparava para o primeiro pouso, fez contato com a torre:
- Torre, aqui é Emanuel chegando ao aeroporto de Bauru.
- Positivo Emanuel, me dê sua posição e altura.
- Eu estou sentado e tenho 1,73m.
Aí o Emanuel resolveu abrir o próprio negócio. Fundou a Loja de Calçados Lisboa. Um certo dia, toca o telefone:
- Alô, boa tarde, de onde fala?
- É da Loja de Calçados Lisboa, diz Emanuel, orgulhoso do empreendimento.
- Como?
- Loja de Calçados Lisboa- repete Emanuel.
- Acho que errei o número.
- Não há problema senhor, é só trazer até aqui que nós trocamos.
O Emanuel estava no Bar do Português quando encontra um amigo de infância, daqueles muito estudiosos, que usava óculos grossos e meias esticadas até o joelho. Dessa vez, ele tinha um livro novinho sob o braço.
- Que livro é esse? - pergunta o Emanuel, curioso.
- Um livro sobre lógica.
- Lógica?! O que é isso?!
- Eu vou te dar um exemplo. Você tem aquário em casa?
- Tenho!
- Então, se você tem aquário em casa, logicamente tem água dentro!
- É, tem sim!
- Se você tem aquário e ele tem água, logicamente tem um peixe dentro!
- Acertou de novo!
- Se você tem um aquário com água e peixes, é provável que você tenha uma ou mais crianças em casa.
- Sim, tenho dois filhos!
- E se você tem filhos, logicamente, você não é gay! Entendeu, Emanuel?
- Entendi! Que legal!
Emanuel ficou tão entusiasmado que acabou comprando o mesmo livro. No dia seguinte, levou o livro pro Bar do Português:
- Que livro é esse, Emanuel? - perguntou o Fernando.
- É um livro sobre lógica!
- Quer dizer que agora você estuda lógica?
- Sim, vou te dar um exemplo: você tem aquário em casa?
- Não!
- Então, logicamente, és um viado!
O Emanuel estava saindo do Bar do Português, quando percebeu que seu carro estava com algum problema. Aproveita que precisou buscar o filho caçula na escola e dá uma passada no mecânico.
Após verificar o motor do carro, sai o diagnóstico:
- O problema está no freio. Vou ter que mexer no burrinho. O Manuel puxa o garoto e ameaça:
- Não, senhoire! No garoto ninguém põe a mão!
A Emanuela novamente foi ao médico:
- Ai doutoire! Eu não consigo dormir. Se durmo virada para cima, tenho fortes dores de cabeça. Se me viro para um lado, atacam-me os rins. Se me viro para o outro, ataca-me uma grande dor no baço. O que faço, ó doutoire?
- Porque a senhora não experimenta dormir de bruços?
- Porque aí me ataca o Emanuel!
O Emanuel pediu ao Fernando para utilizar o telefone do Bar do Português:
- Alô? É do aeroporto? Por favoire, senhorita, eu preciso saber o tempo de vôo entre Bauru e Lisboa.
- Só um minutinho...
- Ah! Que rápido. Muito obrigado!
Numa segunda-feira, quando o Bar do Português estava fechado, o Emanuel encontrou em um outro bar por aí o seu amigo judeu e o seu amigo turco. Não demorou 10 minutos pra que o judeu e o turco começassem a discutir:
- Me deves 1500 reais, vais me pagar, turco desgraçado!
- Não pago! Tu é que estás me devendo!
- Vou te matar seu turco cachorro! Me pagarás!
- Não vou! Vou pro inferno, mas não te pago, seu judeu!
E se mata com um tiro. -POW-
- Pois esse turco vai me pagar nem que seja no inferno! - e o judeu aperta o gatilho -POW-
Emanuel, muito ligeiro, não cria dúvidas:
- Ah! Essa briga eu não perco por nada! -POW-
O Emanuel estava trabalhando como caminhoneiro. Ia pela Bauru-Marília, preocupado com o trânsito intenso, quando ouve um alerta no radioamador:
- Atenção, muito cuidado na SP-294, no trecho perto de Garça. Tem um louco dirigindo na contramão!
E o Emanuel:
- Um só? Tem é uma porção!
Emanuela vai ao ginecologista reclamando que não consegue engravidar. Preparando-se para examiná-la, o médico diz:
- Por favor, tire a roupa e deite-se naquela maca.
Emanuela avisa, preocupada:
- Mas, doutor! Eu queria tanto que meu filho fosse do Emanuel!
A Emanuela estava internada no hospital, com suspeita de apendicite. No quarto de hospital, a enfermeira notou que, todos os dias, na hora da visita, o Emanuel vinha com uma fita métrica e tirava as medidas de Emanuela, da cabeça aos pés.
E todos os dias foi assim: o Emanuel vinha, media e acenava a cabeça, desanimado.
Curiosa, a enfermeira foi falar com ele:
- Meu senhor, por favor, me esclareça uma coisa: todos os dias o senhor vem com esta fita e mede sua esposa. Por quê?
- É que eu não vejo a hora de minha mulher volte pra casa!
- Sim, claro. Mas eu não entendi porque que o senhor a mede!
- É que o médico estavas a explicar que ela só pode sair do hospital quando tiver alta.
O Emanuel saiu tão tarde do Bar do Português que perdeu a carona. Foi direto pro ponto de ônibus, e perguntou a uma senhora que passava:
- Por favoire, por favoire! Poderia me dizer qual ônibus eu pego para chegar na Falcão?
- Sim, claro, o 47 passa lá!
No dia seguinte, pela manhã, a mesma senhora passou pelo ponto de ônibus, ali na Rodrigues Alves. E lá estava o Emanuel, a esperar:
- O ônibus ainda não passou?
- Ainda não minha senhoura, por enquanto só passaram 39.
Naquele dia, o Emanuel foi ao Bar do Português e queria porque queria tirar o próprio chopp. Insistiu, insistiu, insistiu, até que o Fernando deixou que ele tirasse o chopp ele mesmo (mas só daquela vez!).
Não demora um segundo para começar a escorrer chopp por todo o balcão. O Emanuel estava usando o copo de ponta-cabeça:
- Emanuela, socorro, Emanuela! - grita o Emanuel, desesperado.
- Emanuel, que te afliges?
- Veja que raios, este copo não tem boca!
- Mas tu és burro mesmo, hein Emanuel! Mesmo que este copo tivesse boca, vejas bem, ele também não tem fundo.